
Ele entrou, quieto como entram as visitas. Examinou tudo ao redor, a colcha nova da cama, os quadros na parede, a ausência de porta-retratos. Foi entrando na cozinha quando percebeu que melhor seria pedir um copo d’água que ir logo pegando. Ela olhava de longe, sem coragem de ir, sem coragem de vir. Foi quando ele desistiu. Ela se dirigiu à porta, abriu para que ele saísse. Ele pensou em dizer que a amava, que sentia muito, que nada será como antes anyway. Mas atravessou pela porta e, antes de dizer adeus, pediu que ela não esquecesse de trocar a água do beija-flor. Não se arriscou a ver se ela sorriu ou chorou. Não suportaria nenhum dos dois.