
Eu queria que ele chegasse pra mim, depois de uma noite algo louca tomando cerveja e brincando naquela velha jukebox, e me dissesse que eu não era nada do que ele esperava. E eu diria que ele era quase tudo o que eu esperava, com aqueles jeans e camisa quadriculada, aquelas costeletas feitas sob medida e as botas fazendo barulho no chão. Ele me diria que eu sou apenas uma menininha e eu lhe diria bem baixinho todos os meus sonhos de ter uma southern way of life. Ele sorriria e esperaria por um sinal, uma bobagem, a menção de uma música, uma tatuagem saindo por baixo da camisa, como por acidente. Ele me chamaria de lady com aquelee sotaque lindo e me levaria em casa, só pra no dia seguinte dizer que pensou em mim enquanto ouvia “Simple Man”. Eu diria que Lynyrd Skynyrd faz tanto sentido pra mim, e os olhos dele brilhariam como os de uma criança no natal. Ele diria que, se a gente fosse casar um dia, eu seria a noiva mais bonita. Eu ficaria sem graça, mas deixaria que ele visse os meus olhos, que brilhavam agora como os dele. Ele tomaria minha mão e me levaria pra passear numa old truck e ouviríamos Skynyrd enquanto ele me contaria histórias da sua infância. Depois voltaríamos ao mesmo bar de sempre e falaríamos sobre viver daquele jeito simples, andar por aí e viver apenas do que temos ao redor, perder o olhar no horizonte not seeing buildings standing tall… E perderíamos todo o tempo olhando no outro tudo o que iríamos amar por muitos e muitos anos.